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Comer bem a dois passos do mar

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Perto da avenida principal, mas escondida numa ruela de Sesimbra está a Casa Mateus. Vai perceber que lá chegou quando encontrar uma fachada pregada de bonitos azulejos onde predomina o azul e o amarelo.


A sala é pequena, com 30 lugares, mas em cada mesa são servidos grandes banquetes. Cá fora, a esplanada, em plena Baixa, recebe outros tantos comensais.

Está no Largo Anselmo Braamcamp, a dois passinhos do mar da praia da Califórnia.

Há por ali muitos restaurantes, com boa mesa, bom peixe grelhado, mas este é diferente. Junta história, família, paixão. Mesmo que não lhe disséssemos ia descobrir. Os sabores não mentem.

Perto da avenida principal, mas escondida numa ruela de Sesimbra está a Casa Mateus. Vai perceber que lá chegou quando encontrar uma fachada pregada de bonitos azulejos onde predomina o azul e o amarelo.


A sala é pequena, com 30 lugares, mas em cada mesa são servidos grandes banquetes. Cá fora, a esplanada, em plena Baixa, recebe outros tantos comensais.

Está no Largo Anselmo Braamcamp, a dois passinhos do mar da praia da Califórnia.

Há por ali muitos restaurantes, com boa mesa, bom peixe grelhado, mas este é diferente. Junta história, família, paixão. Mesmo que não lhe disséssemos ia descobrir. Os sabores não mentem.

Casa Mateus

Morada

Largo Anselmo Braamcamp, 4, Sesimbra

Telefone

(+351) 963 650 939 / 918 790 697

Horário

12:00H-15:00H (almoço)
e 19:00-22:00H (jantar)

Folga semanal

Segunda-feira

Preço
 

A Casa Mateus remonta a 1927. Estava noutro local e começou por ser uma taberna de pescadores. Depois foi restaurante e hospedaria. Mudou de donos. Fechou. Mas há seis anos, Pedro Mateus, com a ajuda dos pais, pegou no negócio iniciado pelo seu avô. Ele e o pai ficaram com a sala, a mãe tomou conta da cozinha.


Reergueram a casa, recuperaram a tradição. Mais, pegaram na cozinha tradicional e deram-lhe um toque único, atualizado e criativo, sem fazer com que perdesse a essência.


A localização é outra, mas depressa o espaço deu nas vistas. E embora seja discreto e sossegado tem sempre burburinho à porta. Assim que entrámos percebemos porquê.

 

Ainda nem nos tínhamos sentado no interior da miúda sala e já nos sentíamos bem vindos.


Para começar pedimos queijo assado e tomilho, com fatias finas de pão ligeiramente torrado (6,40€). Havia também amêijoas com azeite, limão e coentros (13.80€), mexilhões com caril verde e lima (12.30€), croquetes de rabo de boi (2.25€/unidade) e outros.

A seguir, a ementa apresenta os pratos de peixe como “Tudo o que vem à rede…” e os de carne, numa lista resumida a três itens, como “Peixe não puxa carroça”.

Íamos com o mar no pensamento, por isso escolhemos o polvo com batata ao sal, pimento e alho francês (14.50€). O polvo estava muito, mas muito, tenro e todo o prato apresentava paladares equilibrados, ligados de forma suave e sem grandes contrastes.

 
 

Para partilhar, optámos pelo caril verde com lagosta, camarão e mexilhão (19.25€). A estes ingredientes acrescentam-se medalhões de garoupa ou outro peixe grande, por norma mero.


O molho verde é guloso e liga muito bem com os sabores do mar. Pode pedir com pouco mais de picante que não fica nada mal.


Na carta encontra também a caldeirada de um pescador, para duas pessoas (28.30€), a massada de peixe, hortelã e limão ou o bacalhau da Islândia com romesco, amêndoas e ovo BT (cozido a baixa temperatura), ambos a 14.25€.

Para quem prefere carne as opções são da cervejaria, um bife à portuguesa (13.80€), lombo de novilho e chimichurri (19.15€) e rabo de boi com batata doce e agrião (14.50€).

 

A cozinha é franca, generosa e apaixonada. “Num menu que muda à época, os pratos são todos de raiz portuguesa, mas transformados através de inspirações numa cozinha mais moderna e sofisticada”, refere a gerência.


“Descrevemos a nossa cozinha como generosa, inspirada e atrevida, sendo sempre uma fonte de surpresas e bons momentos”. E é assim que é .


Se pensa que estamos a exagerar veja só o que pedimos para sobremesa. Creme brulée (5,40€). Frio em baixo, quente em cima. Queimado no momento, super cremoso, com um praliné de avelã divinal. O crocante do açúcar queimado e avelã torrada com flor de sal não nos saem da cabeça.

A carta de sobremesas (todas a rondar os 5€) é surpreendentemente deliciosa. Mousse de manjericão e morangos, chocolate e pistachios, tarte de limão merengada e uma fatia de chocolate, caramelo e banana. Não é preciso usar verbos, nem adjetivos.

 
 

Na Casa Mateus vai ser apanhado de surpresa. Comer bem, num ambiente tranquilo e intimista, ideal para desfrutar cada prato com serenidade e, depois, sair e dar um passeio pela calçada. De olhos no mar, barriga composta e alma repleta.