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É um lapso não ir à Lapso

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Vertigem MREC #2
 

Apreciar a arte, a fotografia, a ilustração, devia ser considerado terapêutico e ter direito a prescrição médica. Faz-nos bem à alma, leva-nos a novos mundos ou a diferentes interpretações do nosso. Foi por isso que descobrimos a Lapso Galeria, em Setúbal.


Gostamos do que nos faz viajar mesmo que seja dentro de quatro paredes, do que nos abre a visão e nos acrescenta mundo. Às vezes, tudo isso pode estar em pequenas coisas.

Bem, no caso da Lapso falamos de 200 metros quadrados, em plena zona histórica.

Esta galeria, na rua Arronches Junqueiro, está organizada em cinco áreas diferentes. Duas salas de exposição, uma black box, um espaço de loja onde podem ser adquiridas fotografias, ilustrações e edições de autor a preços simpáticos e, ainda, uma área de lounge que convida a uma pausa para um chá ou café enquanto lemos ou passamos em revista na nossa mente o que acabámos de ver.

 

“A Lapso Galeria é um espaço independente, dedicado à divulgação, comercialização e fruição de arte contemporânea, nomeadamente fotografia, ilustração, video, instalação ou performance”, refere ao InspireSetubal a proprietária, Cláudia Freitas. “Pretendemos promover o contacto entre artistas e o público local e os que visitam a cidade, organizando exposições, workshops, conversas que estimulem a reflexão e fruição de produção artística contemporânea num ambiente informal e descontraído”, acrescenta.

Natural de Setúbal, Cláudia é licenciada em Matemática Aplicada e mestre em Logística. Tem ainda um curso profissional de Fotografia e uma pós graduação de Curadoria da Arte. Trabalhou mais de 20 anos na área dos transportes, em Portugal, e mais dois em África do Sul onde desenvolveu o seu percurso na área da construção civil. Aos 52, dedica-se a tempo inteiro à fotografia e à arte contemporânea.

O espaço é todo ele simples. É a arte que o veste. E que bem que o faz.

Por estes dias, e até ao final do mês de agosto, a galeria está toda engalanada com a extraordinária exposição de fotografia “Estuário”, de Pedro Narra.

 

Depois do livro com o mesmo nome, lançado em 2018, eis que surge agora a exposição onde estão algumas das mais belas imagens captadas pelo fotógrafo setubalense ao longo dos anos em que tem concentrado a sua atividade no registo da vida animal e vegetal da reserva natural do estuário do Sado.

Narra tem uma forma única de trabalhar e o resultado são imagens ímpares. Se ainda não conhece, veja como o fotógrafo se funde com a natureza neste vídeo incrível.

 
 

Registos inéditos da garça-vermelha, da garça-real, da coruja das torres, da raposa, do picapau-galego, mas também da libelinha, da cobra-rateira ou do sardão podem ser apreciados na Lapso. Este conjunto de fotografias de grande formato, onde estão algumas das mais resistentes e resilientes espécies, inquieta-nos. Deixa-nos a pensar nas alterações da natureza, no que faz a mão do homem…


Desperta-nos a consciência. É isso que a arte nos traz. Quando nos toca com o dedo na ferida, quando nos afaga a alma e nos amansa o coração.


A seguir a Narra, a Lapso vai vestir-se com a exposição, também de fotografia, “Crossing Boundaries”, de Alberto Picco, sobre o património industrial de Setúbal. A inauguração está marcada para 21 de setembro.

Seja para beber um café, espreitar as novidades, comprar um livro ou uma imagem diferente, é um lapso irreparável não passar pela Lapso.