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Já foi à Baixa
com as lojas fechadas?

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A pergunta pode parecer estranha, mas a verdade é que se há boas razões para ir à Baixa de Setúbal com as lojas abertas, agora também as há para quando as portas encerram e os gradeamentos cobrem as montras.


Cheia de tradição e história, a Baixa setubalense combina com cores vivas, como a sardinha, e almas grandes, como a de Bocage. Contudo, até agora, quando os estabelecimentos estavam encerrados havia uma certa tristeza cinzenta no ar. Por isso, a autarquia decidiu avançar com a iniciativa “Montras com Arte”.

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Hoje é um regalo passear na Baixa mesmo com as lojas de portas fechadas. Duas dezenas de artistas de rua foram convidados a criar autênticas obras de arte nos estores e gradeamentos.

Nestas telas pouco convencionais foram grafitadas imagens surpreendentes e que mostram uma cidade mais viva do que nunca. Na Throttleman há um flamingo tropical, da autoria de Smile. E um polvo de olhos esbugalhados toma conta do espaço Álvaro Joalheiro. Sereno, Bocage está na relojoaria Pimpão. Mas há mais. Passam de 40 os estabelecimentos que foram intervencionados, com diferentes estilos e técnicas, no âmbito deste projeto de requalificação urbana.

 

Lojas das ruas Augusto Cardoso, Serpa Pinto e Dr. Paula Borba, da Álvaro Castelões e Antão Girão, do Largo da Misericórdia e da Travessa de Santa Maria depois do horário de funcionamento transformam-se em obras de arte.


Percorrer estas ruas é como entrar numa surpreendente galeria eclética.


E há qualquer coisa de misterioso nestas obras. Não estão sempre acessíveis, é preciso esperar que as lojas fechem e isso faz com que se tornem ainda mais fascinantes. Depois, os artistas, a maioria de Setúbal, procuraram introduzir aspetos relacionados com a cidade ou com a área de negócios de cada uma das lojas nos seus trabalhos. Tudo para atrair mais visitantes ao centro histórico e criar uma nova dinâmica de valorização dos espaços.

 
 

Aos setubalenses Hatory Pabllo, Luís Sousa, Ricardo Vagos, David Simões, Nuno Batista, Rúben, Filipe Figueiras, Hélio Bray, David Simões, Rick de Melo, Tvfar, Xoto, Flepa e ao coletivo de artistas independentes Explicit Citizens, juntaram-se os lisboetas Matilha, Robot, Utopia e Smile. Todos criaram uma das mais incríveis e únicas mostras de street art do país.

Agora já tem mais uma desculpa para ir à Baixa. E não precisa de ser no horário normal. Fora de horas, este é um ótimo passeio para esticar as pernas e conhecer um outro lado desta cidade que desperta renovada a cada dia.