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Moscatel com história

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O Miguel – Posts s/caixa
 

O Moscatel tem história. Só pode, não é? Uma bebida desta categoria não surge assim do nada.

Foi em 1907 que nasceu a Região Demarcada do Moscatel de Setúbal, tendo no ano seguinte sido regulamentada a disciplina de produção e comércio deste vinho generoso. A culpa foi do último monarca português, D. Manuel II. É certo que 111 anos é muito tempo, mas a história desta maravilha da natureza não se resume à capicua.

É sabido que várias cortes da Europa adoravam este licoroso. Em 1381, o Rei Ricardo II de Inglaterra mencionava a importação de Moscatel de Setúbal. E, no século XVII, Luís XIV, conhecido como “Rei Sol”, exigia-o nas festas de Versailles.

 

É um vinho generoso, de uma cor topázio linda, com um forte caráter cítrico e doce. Não admira que a realeza lhe tenha desde logo piscado o olho. O terroir, que é como quem diz o chão que dá uvas, em que é produzido tem condições únicas. O que, aliado ao conhecimento e dedicação dos produtores da região, faz com que seja exclusivíssimo.

Há dois tipos de Moscatel de Setúbal, o branco e o roxo, que é ainda mais raro. Se por cá é um símbolo que orgulha a região, a sua autenticidade e a qualidade têm-lhe valido também inúmeros prémios e distinções internacionais. O mundo continua a apreciá-lo. Cada vez mais.


Nos últimos anos, o prestigiado concurso francês Muscats du Monde – que coloca à prova centenas de moscatéis de todo o globo – tem invariavelmente os licorosos de Setúbal no Top 10 dos mais pontuados e até, por três vezes, no primeiro lugar.


Para que não fique com água na boca, porque Moscatel é bem melhor, deixamos-lhe duas sugestões:

1. O Moscatel Roxo, de 2013, produzido pela adega Venâncio da Costa Lima, foi o vencedor do concurso Muscats du Monde em 2017.

2. O Moscatel Roxo Excellent, da Adega Horácio Simões, que junta a seleção das melhores barricas da década de 2000.


E a si, qual é o Moscatel que lhe enche o palato?