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Santa Margarida
Há um altar dentro de uma gruta da Arrábida

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Vai ter de descer e subir mais de 200 degraus irregulares e em mau estado, entrar numa zona escura e fria e enfrentar alguns arrepios. Mas quando chegar ao fim, terá uma energia única e que não se explica.

A lapa de Santa Margarida é uma gruta natural, escavada na Serra da Arrábida, que tem um surpreendente altar. Desvendamos-lhe o caminho para um lugar único onde vai querer voltar.

Carregada de força e misticismo, existe, como lugar de veneração, há centenas de anos. Em 2016, foi o lugar escolhido pela atriz Sofia Ribeiro para cortar o cabelo quando lhe foi diagnosticado um cancro de mama. O momento foi registado em vídeo e emocionou o país. Um ano depois, Sofia voltou à lapa, renovada. A história confirmou a crença de muitos: há aqui qualquer coisa especial.

Quer saber o que é?

Distância ao centro:
  • 100%
Vertigem MREC #2

Vai ter de descer e subir mais de 200 degraus irregulares e em mau estado, entrar numa zona escura e fria e enfrentar alguns arrepios. Mas quando chegar ao fim, terá uma energia única e que não se explica.

A lapa de Santa Margarida é uma gruta natural, escavada na Serra da Arrábida, que tem um surpreendente altar. Desvendamos-lhe o caminho para um lugar único onde vai querer voltar.

Carregada de força e misticismo, existe, como lugar de veneração, há centenas de anos. Em 2016, foi o lugar escolhido pela atriz Sofia Ribeiro para cortar o cabelo quando lhe foi diagnosticado um cancro de mama. O momento foi registado em vídeo e emocionou o país. Um ano depois, Sofia voltou à lapa, renovada. A história confirmou a crença de muitos: há aqui qualquer coisa especial.

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Vertigem MREC #2

Prepare-se para uma experiência única, de introspeção, mas também com alguma exigência física.

Ao descer a estrada de acesso ao Portinho da Arrábida, é preciso virar à direita em frente ao lar de férias da Casa do Gaiato, aí, do lado esquerdo, está um pequeno acesso e uma descida de duas centenas de degraus irregulares, cinquenta metros em altura.

A meio do caminho, está um banco de pedra que é um convite para fazer uma pausa. Abrande e inicie um momento de reflexão. Ouça o mar, os pássaros… a generosa natureza.

 

Continue a descer até avistar um cruzeiro, feito em brecha da Arrábida. Pouco depois chega a uma zona mais ampla. De um lado está uma admirável paisagem sobre o mar,que se envolve com o verde intenso da Arrábida, do outro, uma espécie de abertura na rocha que dá acesso a uma escadaria na escuridão. É hora de tomar decisões e confiar.


Respire fundo e desça… a meio da escadaria começa a ver a luz que desvenda uma pequena ermida com um inesperado altar.


Construída no século XVIII tem um pequeno telhado que serve para proteger os nichos, onde já estiveram as imagens de Santa Margarida, Santo António e Nossa Senhora da Salvação. As imagens originais desapareceram, mas há dezenas de outras que foram sendo levadas por visitantes, também fotografias e até objetos pessoais.

Conta-se que a tripulação de um barco cristão se refugiou nesta gruta quando fugia de piratas. A embarcação dos corsários encalhou nas rochas, permitindo a sobrevivência do grupo de cristãos. O altar foi erguido como forma de agradecimento pela proteção divina.

Não espere encontrar um lugar bonito. Chega até a ser um pouco perturbador. Muitas vezes, mesmo que não esteja ninguém, há velas acesas e é bem capaz de encontrar vestígios de bruxarias. Há também grafitis, sinais de vandalismo e algum lixo no chão.

 

A gruta tem cerca de 20 metros, mais duas salas pequenas, e há uma espécie de coluna natural que parece suportar o enorme peso para que o altar seja aberto a todos, cristãos e pagãos. As ondas estão mesmo ali a bater nas rochas. Ouvem-se bem e sente-se-lhes a frescura. Há um magnetismo poderoso. O mistério adensa-se quando sentimos uma espécie de ligação direta à força do mar. Confiança. Serenidade. As sensações inundam-nos.

A saída da gruta faz-se pelas escadas, numa simbólica subida em direção à luz, carregada de energia positiva.